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O nariz não serve apenas para sentir cheiros e levar o ar até os pulmões, ele executa também três importantes funções: filtragem, umidificação e aquecimento do ar para que chegue em condições adequadas até os pulmões.

O que acontece quando respiramos pela boca?
O ar chega sem estar em boas condições aos pulmões, comprometendo toda a nossa oxigenação. Cansaço e sonolência pelo esforço para respirar durante o sono, baixo rendimento escolar, perda da performance em atividades físicas também podem ser observados. Além disso, há a tendência à má postura, pois o indivíduo acaba projetando a cabeça para frente, podendo comprometer até a coluna. Muita coisa ruim pode acontecer também na cavidade bucal: palato estreito, dificuldade para engolir, alterações dentárias e mal posicionamento da língua. Tudo isso pode comprometer a fala e a mastigação.

Quais as causas da respiração bucal?
Aumento de volume das amígdalas e adenóides, desvio de septo, rinite, sinusite, dentre outras, são as principais causas da respiração bucal.

Tratamento
O tratamento deve ser feito o mais cedo possível, com equipe multiprofissional: ortopedista funcional dos maxilares, ortodontista, fonoaudiólogo, otorrino, alergologista.

Pensando nisto, estamos lançando o Projeto RespirAÇÃO.

Quem somos

Raquel Luzardo
Fonoaudióloga
Especialista em Linguagem
Formação no Conceito Neuroevolutivo Bobath
Diretora da Clínica FONOterapia
Atua em atendimento clínico infantil, orientação familiar e consultoria escolar

Prof. Dr. João Paulo Tanganeli
Cirurgião Dentista
Doutor em Odontologia
Mestre pela UNIFESP
Especialista em DTM Dor Orofacial e em Ortopedia Funcional dos Maxilares
Diretor do Depto de Dor Orofacial da APCD
Coordenador de Pós Graduação na UNICSUL e APCD

Artigos

A Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono ( SAOS ) é caracterizada pela obstrução repetida da passagem do ar pelas vias aéreas superiores, causando despertares durante o sono, associados ao aumento do esforço para respirar. Pode ocorrer hipopneia (diminuição) ou apneia( interrupção ) da respiração, ocorrendo geralmente uma dessaturação da oxihemoglobina. Os eventos devem durar mais que 10 segundos, podem ocorrer em qualquer estágio do sono e podem ser leves, moderados e severos. Os fatores predisponentes são: mais frequentes em homens, obesidade, alterações dos tecidos moles da faringe, doenças endócrinas e anomalias maxilo/mandibulares. Os sintomas mais comuns são ronco, cansaço ao acordar, sonolência diurna, falta de concentração. Podem levar a quadros importantes de hipertensão arterial e pulmonar, arritmias, angina, etc. Se você suspeita que é portador de SAOS, procure ajuda especializada.

Fonte: Tanganeli Odontologia

A função respiratória normal se faz por via nasal, pois é através do nariz que ocorrem três importantes funções: umidificação, aquecimento do ar inspirado e proteção das vias aéreas.

Quando se constata obstrução nasal, por alguma alteração orgânica, como hipertrofia das adenóides e de amígdalas, desvio de septo, alergias, rinite, sinusite e bronquite, e a respiração apresenta-se mista ou predominantemente oral.

A respiração oral, frequentemente, é vista como um fato simples, mas que, a médio ou a longo prazo, poderá acarretar prejuízos, muitas vezes irrecuperáveis, como alterações faciais (musculares e ósseas), principalmente durante a fase de crescimento e alterações do tórax e de postura.

Quando uma criança não pode utilizar a via respiratória nasal, é observado a hipofunção dos músculos elevadores da mandíbula (a criança fica com a boca aberta), lábio superior curto e retraído, face longa, hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios (tônus diminuído das bochechas, lábios e língua) e inadequação das posturas orais, acarretando vários problemas como má deglutição, troca de fonemas na fala (troca de letras), alterações odontológicas como palato ogival (céu da boca profundo e estreito), estreitamento maxilar alterações da oclusão dentária.

Algumas características que devem ser observadas nas crianças com respiração oral:
– posturas anormais, não só corporais como também orofaciais;
– língua com postura inadequada (muito rebaixada dentro da boca) ou anteriorizada (entre os dentes ou para for a da boca);
– olfato prejudicado ocorrendo diminuição gustativa e redução do apetite;
– crianças que babam e roncam à noite, muitas vezes acordando com a boca seca;
– crianças irritadas por noites mal dormidas, que ficam extremamente hiperativas ou sonolentas, apresentando baixo rendimento escolar;
– crianças que não gostam de brincadeiras, como jogar bola, correr, andar de bicicleta, pois isso causa grande esforço físico e as cansam com muita facilidade;
– apresentam olheiras, hipertrofia de gengivas, nariz sempre obstruído, assimetrias faciais, crianças pálidas, respiração ruidosa, narinas pouco desenvolvidas, mastigação ruidosa, de boca aberta, ou de um só lado.

Não necessariamente, uma criança terá todas as alterações acima citadas, mas, é importante que a família esteja atenta para que se possa tratar precocemente.

A criança que apresenta esse tipo de respiração poderá necessitar do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, como médico, ortodontista e fonoaudiólogo.

Em primeiro lugar, deverá recorrer ao pediatra ou ao otorrinolaringologista para, após, podermos iniciar tratamento fonoaudiológico, o qual constará de treino para a aprendizagem do uso do nariz, promovendo a respiração correta, além de adequar todas as estruturas e funções orofaciais, que ficaram prejudicadas, proporcionando um desenvolvimento harmonioso da face.

Fonte: FONOterapia